Antes de qualquer coisa quero deixar bem claro que não estou falando isso por não gostar dos cantores, e sim por ter uma opinião formada sobre o gênero "Filme biografia". Acabo de ver que os garotos do One Direction vão lançar um filme sobre a vida deles, o qual está previsto pra chegar aos cinemas brasileiros no dia 13 de setembro desse ano. Assim como aconteceu com Justin Bieber, eu admito o sucesso deles, há quem goste, e eu inclusive gosto de algumas músicas (me julgue). Mas daí até gastar muito dinheiro pra fazer um filme sobre a vida de, como dito antes, garotos é um pouco de exagero. Aí você diz: "Ah, mas o que você ta falando aí? você é menor de idade e bla bla bla". Bom, por eu ser menor de idade tenho autonomia pra falar que a essa altura da minha vida, ou até eu fazer, sei lá, 30 anos acho que não terei história suficiente pra preencher decentemente um filme de no máximo 2 horas. Imagine que eu sou uma popstar de 19 anos e resolvo fazer um filme, ele se resumiria nos meus pais e parentes falando sobre o quão prodigiosa eu sou e como fui fofa na minha época de bebê, e as dificuldades que encontrei durante a vida (Fui reprovada em vários testes até encontrar um programa de calouros e fazer sucesso) Nossa, que emoção! E mesmo que seja sobre os bastidores de um show deles, isso seria conteúdo pra uma programação especial de 1 hora na Multishow.
Tudo bem que os caras tem que aproveitar a fama pra vender bastantes ingressos, mas é aquela máxima: "Musica boa não tem idade". Se os fãs deles achassem realmente que eles tem talento, esperariam mais umas décadas pra vê-los nas telonas. Mesmo que eles não prossigam com a ideia de cantar, entrem pro mundo da cocaína, ou se tornem trintões frustrados que precisam de mulheres mais novas pra se sentirem mais vivos, olha aí a oportunidade de alguém financiar a volta por cima deles e fazer um filme que realmente inspire aqueles que o assiste... A menos que esses fãs fanáticos se tornem os novos ex-fãs de Menudo, que morrem de vergonha ao serem lembrados do seu gosto musical na adolescência.

Nenhum comentário:
Postar um comentário